MIGUEL PEREIRA
Estamos chegando ao limite das posições que definem ações ambientais e discursos ambientais. De um lado, vociferam os ambientalistas, do outro, os ‘salvadores do planeta’, e no meio, os oportunistas de ocasião.
Preservação ambiental e meio ambiente tornaram-se expressões rotineiras nos discursos políticos, assim como no passado, saúde e educação, e mais recentemente, a segurança pública. Na prática, o que vemos: educação, saúde, segurança e meio ambiente, absolutamente precários em serviços e, muitas vezes, inexistentes. Quanto ao meio ambiente, o nosso destaque, é alvo permanentemente de maravilhosas intenções, projetos e até de ousadas placas ambientais.
A cada afirmação do será feito, faremos, vamos realizar e outras expressões, o que deveria ser oferecido sim, a todos, são os resultados de tantas intenções. Na realidade, o que vemos é consequência da falácia e do embuste: o início de alguns fantásticos projetos, geralmente perto de eleições, e que nunca foram além dos foguetes, discursos, bandas de música e das máquinas estacionadas.
Passadas as eleições, nada – o ‘povo’ esquece. O que os cidadãos querem são ações que demonstrem a preservação dos recursos hídricos, o combate aos delitos ambientais e um ponto final na favelização orquestrada. O resto é conversa!
Um rio é como um espelho que reflete os valores e comportamentos da nossa sociedade. Você já olhou para o rio da sua cidade hoje?
TEXTO ADAPTADO DA COLUNA MEIO AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE – por Claudio Goulart
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