GERAL
Desde a pré-história que o ser humano caracteriza-se pelo desperdício e consumo deliberado de recursos naturais. No passado, mesmo quando se organizava em pequenos grupos nômades, o homem jamais hesitou em esgotar os recursos de caça e coleta em uma região. Seu modo de vida era exaurir um local e depois abandoná-lo, em busca de um novo para se estabelecer e explorar.
A demanda era relativamente baixa. A qualidade de vida do homem não exigia que seu ambiente fosse profundamente modificado e as espécies, animais ou vegetais, recuperavam seu habitat.
Com a segunda revolução industrial e com a era do petróleo a situação transformou-se completamente. O carvão e o petróleo elevaram o conceito de poluição a um nível até então desconhecido.
A consolidação da classe média foi também a consolidação do mercado consumidor. A partir daí, o lixo gerado foi cada vez maior e mais difícil de ser coletado. O estilo americano de vida, de consumir muito e constantemente, seduzia a todos. Na verdade, para que todos vivessem como nos EUA, seriam necessários quatro planetas Terra.
Mas é claro que nem tudo está perdido!
Com os efeitos da mudança climática batendo às portas dos países desenvolvidos, as questões ambientais vêm alcançando uma presença na mídia que compete com os anúncios publicitários que estimulam essa febre de consumo.
Não desejamos afirmar que a economia deva ser totalmente reformulada apenas ratificar que, nas atuais condições, a humanidade precisa repensar seus valores. Se o consumo é importante para perpetuar nossa qualidade de vida, nosso planeta certamente é bem mais!
TEXTO ADAPTADO DA COLUNA MEIO AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE – por Claudio Goulart
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